
"Aberta para a vida:
Não ergo muros
Não levanto trincheiras
Não tranco portas
Não suspendo barreiras
Não fecho janelas
Do lado de fora
Não coloco sentinelas
Tomando conta da minha vida
Seguranças também não contrato
Largo tudo à deriva.
Deixo quem quiser me invadir
Qualquer sentimento me consumir
Quem preferir que me faça sorrir
No final, se eu virar cacos
E me transformar em farrapo
Cato tudo
Remendo o que for preciso
Mas jamais deixo de correr tal risco
E os muros
trincheiras
Portas, janelas e barreiras
Nunca serão a minha prisão
Jamais esconderão a minha emoção."
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